Veterinários Alertam: 10 Mitos Sobre Pulgas e Carrapatos Que Estão Colocando Seu Pet em Risco o Ano Todo

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📰 Introdução

Foi alertado por especialistas que receitas caseiras e as chamadas “pausas” no uso de antiparasitários acabam abrindo brechas perigosas para infestações e doenças, inclusive dentro de residências, ao longo de todo o ano.

Por quem convive com cães e gatos, pulgas e carrapatos costumam ser apontados como algumas das maiores preocupações na rotina de cuidados. No entanto, paralelamente à busca por soluções eficazes, continuam sendo disseminadas crenças antigas, dicas de internet e supostas “alternativas naturais” que prometem resolver o problema de forma simples. Segundo médicos-veterinários, parte dessas práticas não apresenta eficácia comprovada e, em determinadas situações, pode até causar intoxicação nos animais.

O controle de pulgas e carrapatos não deve ser tratado apenas como uma questão estética ou de conforto. Além da coceira intensa, esses parasitas são responsáveis pela transmissão de doenças e podem desencadear quadros graves, como anemia, dermatites severas e alergias persistentes. A seguir, são apresentados 10 conceitos equivocados que ainda confundem muitos tutores — e o que a ciência veterinária aponta como o caminho mais seguro.

1. “Pet de cidade não pega pulga nem carrapato”

É frequentemente ignorado que animais que vivem em áreas urbanas continuam expostos durante passeios em ruas arborizadas, praças e parques. Além disso, já foi comprovado que determinadas espécies de carrapatos se adaptaram ao ambiente urbano, encontrando abrigo em casas e apartamentos.

Como consequência dessa falsa sensação de segurança, a prevenção costuma ser interrompida. Quando o problema é percebido, a infestação geralmente já está instalada, exigindo tratamentos mais longos e onerosos.

2. “No frio, o antiparasitário pode ser suspenso”

É importante destacar que pulgas e carrapatos não desaparecem no inverno. Com a queda da temperatura, pulgas tendem a se concentrar em ambientes internos, onde encontram calor, tecidos e condições ideais para reprodução.

Dessa forma, é reforçado por veterinários que a proteção deve ser contínua, evitando intervalos que criem janelas de vulnerabilidade.

3. “Vinagre e alho resolvem”

Embora receitas caseiras circulem com facilidade, a eficácia necessária para interromper o ciclo dos parasitas não é alcançada. O vinagre pode causar irritação na pele, dependendo da concentração utilizada.

Já o alho representa um risco real, pois é tóxico para cães e gatos, podendo provocar anemia. Assim, o que é divulgado como “natural” pode resultar em emergência veterinária.

4. “Pet que não sai de casa não precisa de proteção”

Mesmo animais que vivem exclusivamente dentro de casa podem ser expostos. Pulgas e carrapatos podem ser levados para o ambiente por roupas, calçados, bolsas e objetos vindos da rua.

Como o ciclo reprodutivo desses parasitas é rápido, basta um único indivíduo para que uma infestação seja iniciada.

5. “O pet é o único responsável”

Embora cães e gatos atuem como hospedeiros, eles não são os únicos vetores. Ovos e larvas podem ser transportados por humanos sem que isso seja percebido, especialmente após o contato com áreas verdes.

Por isso, o tratamento isolado do animal, sem considerar o ambiente, costuma ser insuficiente.

6. “Se não vejo pulga, não existe infestação”

A identificação visual nem sempre é simples. Muitas vezes, a presença só é percebida quando a infestação já se encontra avançada. Pequenos pontos escuros na pelagem, conhecidos como fezes de pulga, costumam ser um dos primeiros sinais.

Em animais alérgicos, poucas picadas já são suficientes para provocar lesões e coceira intensa.

7. “Produtos naturais funcionam igual aos medicamentos”

Embora alguns produtos apresentem efeito repelente leve, eles não substituem antiparasitários testados clinicamente. Medicamentos veterinários passam por estudos rigorosos e oferecem proteção previsível por semanas ou meses.

A falta de padronização dos produtos naturais cria falhas — e é nessas falhas que as infestações se instalam.

8. “Pulga só causa coceira”

Foi amplamente documentado que pulgas podem causar muito mais do que desconforto. Dermatite alérgica, infecções secundárias, anemia e transmissão de parasitas intestinais estão entre os riscos.

Em casos mais graves, feridas extensas e queda de pelos comprometem seriamente a qualidade de vida do animal.

9. “Carrapato é só puxar”

Carrapatos utilizam um mecanismo de fixação eficiente, liberando substâncias que aderem à pele. Quando removidos de forma inadequada, partes podem permanecer presas, aumentando o risco de infecção.

Em situações de infestação, a orientação veterinária é considerada fundamental.

10. “Quando aparecer, eu trato”

Esse é apontado como um dos erros mais perigosos. Antiparasitários têm função essencialmente preventiva. Quando os parasitas já são vistos, o ambiente geralmente está contaminado com ovos e larvas em sofás, tapetes e frestas.

Como pulgas se reproduzem rapidamente, o controle se torna muito mais difícil quando a prevenção é interrompida.


Conclusão

O combate eficaz contra pulgas e carrapatos depende de constância, informação confiável e estratégias alinhadas ao estilo de vida do animal e ao ambiente em que ele vive. A prevenção contínua ao longo do ano é considerada a forma mais segura de evitar infestações e reduzir riscos à saúde.

Sempre que houver dúvidas, a orientação de um médico-veterinário deve ser priorizada para garantir a escolha correta do produto e sua aplicação segura.


🧾 Resumo

Especialistas alertam que mitos sobre pulgas e carrapatos ainda levam tutores a interromper a prevenção, favorecendo infestações e doenças. Receitas caseiras, pausas no antiparasitário e falsa sensação de segurança estão entre os principais erros apontados pela medicina veterinária.

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