Introdução
Ao longo da história, a presença de gatos ao lado de curandeiras e figuras associadas à medicina tradicional foi frequentemente observada. Embora esse vínculo tenha sido interpretado, durante séculos, como simbólico ou místico, explicações científicas passaram a ser apresentadas recentemente, sugerindo que o ronronar felino exerce efeitos fisiológicos reais no organismo humano.
Inicialmente, acreditava-se que o ronronar era apenas uma demonstração de conforto e bem-estar. No entanto, por meio de estudos científicos, foi identificado que vibrações sonoras em frequências específicas são emitidas pelos gatos, geralmente situadas entre aproximadamente 25 e 140 hertz, podendo variar conforme o estado físico e emocional do animal.
Essas frequências são consideradas particularmente relevantes, pois faixas vibracionais semelhantes vêm sendo utilizadas em contextos médicos, especialmente em terapias que envolvem ultrassom terapêutico e estimulação vibracional. Como resultado, a regeneração óssea, a recuperação muscular e a cicatrização de tecidos são favorecidas por esse tipo de estímulo mecânico.
Além disso, foi demonstrado que o ronronar felino pode contribuir para a redução dos níveis de cortisol, hormônio diretamente associado ao estresse. Consequentemente, efeitos positivos sobre o sistema cardiovascular tendem a ser observados, incluindo redução da pressão arterial e melhora do equilíbrio emocional.
Pesquisas conduzidas pela Universidade de Minnesota indicaram que pessoas que convivem com gatos apresentaram menor probabilidade de desenvolver eventos cardíacos graves, quando comparadas àquelas que não possuem esses animais. Esse efeito tem sido associado à combinação de fatores fisiológicos e psicológicos, incluindo relaxamento induzido pelo ronronar e redução do estresse cotidiano.
Adicionalmente, o ronronar também pode atuar como uma forma de “ruído branco natural”, facilitando o relaxamento mental e favorecendo o início do sono. Por esse motivo, sensações de conforto e alívio tendem a ser percebidas quando o gato permanece próximo ao corpo humano, especialmente em momentos de repouso.
Embora interpretações exageradas devam ser evitadas, evidências científicas sugerem que benefícios reais são proporcionados pela convivência com gatos, especialmente no que diz respeito ao bem-estar emocional, redução do estresse e melhora da qualidade de vida.
Portanto, o ronronar felino não deve ser interpretado apenas como um comportamento afetivo. De forma complementar, ele pode ser compreendido como um fenômeno biológico complexo, cujos efeitos positivos vêm sendo progressivamente reconhecidos pela ciência moderna.
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